Piloto vira réu por chefiar rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em São Paulo
A Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réu o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, acusado de liderar uma organização criminosa especializada na exploração sexual de menores. Ele foi preso em fevereiro no Aeroporto de Congonhas, prestes a decolar, junto a outras cinco pessoas, também denunciadas. As investigações revelam que o grupo aliciava crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, oferecendo pagamentos via PIX em troca de relações sexuais e produção de material pornográfico.
Crimes investigados e modus operandi
Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo, o piloto Sérgio Antônio Lopes abordava famílias de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, oferecendo pagamentos via PIX em troca de relações sexuais ou vídeos íntimos. As vítimas eram coagidas a produzir e compartilhar material pornográfico, que posteriormente era vendido e distribuído em redes de pedofilia. Além disso, o acusado marcava encontros presenciais com menores, inclusive em motéis, utilizando ameaças para garantir o silêncio das vítimas. Ao menos dez vítimas já foram identificadas no estado de São Paulo.
Acusações formais
O Ministério Público de São Paulo denunciou Sérgio Antônio Lopes e outras cinco pessoas pelos seguintes crimes: organização criminosa, estupro de vulnerável, favorecimento da exploração sexual de menor, divulgação de cena de pornografia, produção, compartilhamento e posse de material pornográfico infantil, aliciamento de criança, venda de material pornográfico infantil, falsa identidade, coação no curso do processo, obstrução da justiça e maus-tratos. A defesa dos investigados não foi localizada para comentar o caso até a publicação da reportagem.