CDC reforça orientações sobre limpeza e uso correto de máscaras de tecido em 2026
Com a persistência de medidas sanitárias em 2026, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA reitera a importância da limpeza adequada de máscaras de tecido reutilizáveis. Especialistas alertam que máscaras descartáveis, como KN95 e N95, não devem ser lavadas em casa, sob risco de danificar suas fibras e sistemas de filtração. Máscaras de tecido, no entanto, devem ser higienizadas regularmente, especialmente se usadas por pessoas com sistema imunológico comprometido ou em contato com doentes.
Recomendações do CDC para limpeza de máscaras
O CDC orienta que máscaras de tecido sejam lavadas após cada uso, seja à mão ou na máquina. Para aumentar a eficácia da limpeza, especialmente em ambientes com maior risco de contaminação, recomenda-se o uso de desinfetantes durante a lavagem. Máscaras descartáveis, como as do tipo KN95 e N95, não devem ser lavadas, pois a exposição à água e produtos de limpeza compromete sua estrutura e capacidade de filtração. Segundo a imunologista Tania Elliott, porta-voz do American College of Allergy, Asthma, and Immunology, o uso de máscaras é essencial para reduzir a transmissão de partículas respiratórias, especialmente em locais onde não é possível manter o distanciamento de seis pés (aproximadamente 1,8 metro).
Riscos do uso inadequado de máscaras descartáveis
Máscaras N95 e KN95, embora mais eficazes na proteção contra partículas virais, são recomendadas prioritariamente para profissionais de saúde devido à escassez global. O CDC informa que essas máscaras podem ser reutilizadas até cinco vezes pela mesma pessoa, desde que não estejam danificadas ou excessivamente sujas. No entanto, pesquisadores da Universidade de Illinois destacam que a reutilização segura depende de métodos específicos de desinfecção, ainda em estudo para evitar a degradação do material. Máscaras descartáveis usadas em procedimentos médicos de alto risco não devem ser reutilizadas, mesmo com técnicas de limpeza.