Bilionários dos EUA buscam passaportes e residências alternativas como plano B em meio a incertezas globais
Número de ultra-ricos americanos, como Peter Thiel, que investem em planos de contingência geográfica — como passaportes ou programas de residência — cresce significativamente. Motivações incluem preparação para crises como pandemias, guerras nucleares ou instabilidade política. Pesquisas indicam que 36% dos bilionários já se relocaram pelo menos uma vez, e 9% consideram fazê-lo. Americanos lideram agora o mercado de cidadanias alternativas, superando russos e chineses.
Motivações e tendências entre os ultra-ricos
Bilionários dos EUA, como Peter Thiel, cofundador do PayPal e da Palantir, têm buscado passaportes e residências alternativas como estratégia de contingência. Segundo Charlie Garcia, fundador do clube R360 para centimilionários, conversas privadas entre os ultra-ricos frequentemente abordam cenários como escalada nuclear, inteligência artificial fora de controle e instabilidade civil no Hemisfério Norte. Para esse grupo, países do Cone Sul, como a Argentina, são vistos como refúgios seguros, tanto literal quanto figurativamente. Uma pesquisa da UBS em 2025 revelou que 36% dos bilionários já se mudaram pelo menos uma vez, enquanto 9% consideram a relocação. Relatório da Altrata de abril de 2026 destaca que bilionários e centimilionários não dependem mais de um único sistema, mercado ou passaporte.
Aumento na demanda por cidadanias e residências alternativas
A demanda por residências e cidadanias alternativas entre americanos cresceu exponencialmente. Em 2025, a Henley and Partners, empresa especializada em planejamento de residência e cidadania global, registrou aumento de 99% ano a ano em solicitações de americanos interessados em residências alternativas e cidadanias. Anteriormente dominado por russos e chineses, o mercado agora é liderado por cidadãos dos EUA, que buscam diversificar suas opções geográficas como forma de seguro contra crises globais.