Plágio na academia cai mesmo com avanço da IA, aponta estudo australiano
Pesquisa realizada com estudantes da Universidade do Oeste de Sydney e outras instituições australianas revela queda consistente no plágio acadêmico entre 2004 e 2024, mesmo após o surgimento de ferramentas de inteligência artificial generativa. O estudo analisou diferentes formas de plágio, como falsa paráfrase, cópia literal e ghostwriting, e incluiu perguntas sobre o uso de IA na produção de textos.
Metodologia e resultados do estudo
O levantamento foi conduzido por pesquisadores que aplicaram questionários anônimos a estudantes de graduação da Universidade do Oeste de Sydney (WSU) e, a partir de 2024, de outras cinco instituições australianas. Os participantes responderam sobre seis formas de plágio: falsa paráfrase, paráfrase ilícita, reciclagem de textos próprios, cópia literal, ghostwriting e roubo de autoria. Em 2024, foi adicionada uma pergunta específica sobre o uso de IA generativa para cópia literal de textos. Os resultados mostraram uma redução na prática de plágio, com a porcentagem de estudantes envolvidos caindo de 80,7% em 2004 para 59% em 2024.
Impacto da IA generativa no plágio acadêmico
Apesar do receio de que ferramentas de IA generativa pudessem aumentar casos de plágio, o estudo não identificou um crescimento significativo dessa prática. A inclusão de perguntas sobre o uso de IA em 2024 permitiu avaliar se os estudantes estavam utilizando essas ferramentas para copiar textos literalmente, mas os dados sugerem que a tendência de redução no plágio se manteve mesmo com a popularização dessas tecnologias.