Sociólogo Reginaldo Prandi Redireciona Carreira para Religiões Afro-Brasileiras Após Extravio de Bagagem
O sociólogo Reginaldo Prandi, professor da FFLCH-USP, mudou o foco de sua carreira para a sociologia da religião após o extravio de sua bagagem contendo material para tese sobre opinião pública. Sua pesquisa agora se concentra em religiões afro-brasileiras, mitos e transformações religiosas.
Mudança de Rumo Profissional
Na segunda metade dos anos 1980, o sociólogo Reginaldo Prandi retornou dos Estados Unidos com material para sua tese de livre-docência sobre opinião pública e pesquisas eleitorais. Contudo, ao chegar ao Brasil, descobriu que sua bagagem havia sido extraviada. Este incidente o levou a abandonar o tema inicial e retomar seus estudos em sociologia da religião, área que o intrigava desde suas pesquisas no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Desde então, sua produção científica tem se voltado para o estudo das religiões afro-brasileiras, a circulação de mitos e as transformações do universo religioso.
Formação e Contribuições
Prandi é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Ele se graduou em sociologia pelo Centro Universitário Fundação Santo André e obteve mestrado e doutorado em sociologia pela USP. Prandi foi um dos fundadores do Instituto Datafolha em 1983, onde contribuiu para a implementação de conceitos estatísticos como margem de erro e intervalo de confiança em pesquisas de opinião. Ele publicou cerca de 40 livros, incluindo 'Os candomblés de São Paulo' e 'Mitologia dos orixás'. Em dezembro de 2025, doou sua biblioteca particular sobre religiões afro-brasileiras e estudos africanos, com aproximadamente 2 mil títulos, ao Museu Paulista da USP.