Cientistas detectam microplásticos na chuva na Indonésia e alertam para riscos à saúde
Pesquisadores na Indonésia confirmaram a presença de microplásticos em amostras de chuva, com níveis que variam entre 15 e 40 partículas por metro quadrado em Jacarta. A contaminação, originada de resíduos plásticos como roupas sintéticas e embalagens, é agravada pela falta de infraestrutura adequada para o tratamento de lixo no país. Cientistas destacam riscos potenciais à saúde, incluindo inflamações pulmonares e a possibilidade de os microplásticos atuarem como vetores de doenças.
Origem e disseminação dos microplásticos
O oceanógrafo Muhammad Reza Cordova explicou que os microplásticos detectados na chuva têm origem em materiais do cotidiano, como tecidos sintéticos, embalagens plásticas e pneus de veículos. Na Indonésia, mais de 70% dos aterros sanitários são lixões a céu aberto, onde o lixo fica exposto à luz solar. Essa exposição libera partículas plásticas no ar, que são transportadas e acabam infiltrando-se em águas subterrâneas e rios. A poluição plástica no país é um problema de longa data, mas a contaminação da chuva representa um novo nível de gravidade.
Riscos à saúde e medidas governamentais
Os perigos da inalação de microplásticos ainda estão sendo estudados, mas pesquisas indicam que podem causar inflamação e comprometer a função pulmonar. Além disso, há evidências de que essas partículas podem transportar micróbios, como bactérias e fungos, atuando como vetores de doenças. O governo de Jacarta já adotou medidas preventivas, como alertar a população para permanecer em ambientes fechados ou usar máscaras durante chuvas fortes. No entanto, a persistência do problema está ligada à continuidade do uso de plásticos e à gestão inadequada de resíduos no país.