Anvisa aprova primeira caneta nacional para emagrecimento após quebra de patente do Ozempic
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (26) o registro do Ozivy, primeiro medicamento genérico brasileiro com o mesmo princípio ativo do Ozempic. O produto, fabricado pela EMS, chega ao mercado em até 30 dias com preço cerca de 30% inferior ao original. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o preço máximo da versão nacional será definido em duas a três semanas e destacou a importância do acompanhamento médico e de hábitos saudáveis para o uso seguro do medicamento.
Registro e disponibilidade
O Ozivy, genérico do Ozempic, recebeu registro da Anvisa e será comercializado no Brasil em até 30 dias. A quebra da patente da Novo Nordisk, ocorrida em março de 2026, permitiu a produção nacional do medicamento, que promete reduzir o custo em aproximadamente 30% em relação ao produto original. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o preço máximo da caneta nacional ainda está em definição e deve ser anunciado entre duas e três semanas.
Controle e uso responsável
Padilha enfatizou a necessidade de um rigoroso controle na venda e uso do Ozivy, destacando que o medicamento não é uma solução milagrosa para a obesidade. Segundo o ministro, o uso deve ser combinado com exercícios físicos, alimentação adequada e acompanhamento médico. Ele também mencionou a apreensão de produtos com insulina e placebo pela Polícia Federal, reforçando a importância da fiscalização. "Não é uma caneta emagrecedora milagrosa que vai enfrentar o problema da obesidade. Tem que estar combinado com outras ações", afirmou.
Incorporação ao SUS e protocolos
O ministro da Saúde ressaltou que a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) permitirá o acesso a milhões de pessoas, mas exigirá protocolos rigorosos. Um estudo já está em andamento no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul, para avaliar a utilização, segurança e indicações do Ozivy. "Vamos avaliar o uso, a segurança, conservação", disse Padilha, destacando a importância de um uso controlado e recomendado.