Banco Central endurece regras para uso do FGC após crise com Banco Master
O Banco Central (BC) publicou novas regras para evitar que instituições financeiras utilizem o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para captar recursos de forma arriscada. As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (1º) e visam aumentar a segurança do sistema financeiro após a crise envolvendo o Banco Master, que cresceu rapidamente oferecendo rendimentos acima da média e destacando a cobertura do FGC como garantia.
Regras mais rígidas para bancos
As novas exigências determinam que os bancos observem o chamado 'ativo de referência', um indicador que mede a qualidade e a diversificação dos recursos da instituição. Caso a parcela de recursos garantidos pelo FGC supere o volume ligado a ativos de menor risco, o banco será obrigado a direcionar parte do dinheiro para títulos públicos federais, considerados mais seguros. A medida busca evitar que instituições financeiras assumam riscos excessivos ao captar recursos com a proteção do FGC.
Transparência e reforço na segurança
A partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo. Segundo o Banco Central, as alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional.