Ministro do STF relata hostilidade de funcionária de companhia aérea: 'Melhor matar do que xingar'
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciou ter sido alvo de hostilidade por uma funcionária de companhia aérea em São Paulo. Segundo Dino, a funcionária afirmou que seria 'melhor matar do que xingar' o magistrado após conferir seu cartão de embarque. O episódio ocorreu nesta segunda-feira (19) e levantou preocupações sobre segurança em aeroportos e disseminação de ódio.
Detalhes do incidente
Flávio Dino relatou o ocorrido em uma rede social, destacando que a funcionária da companhia aérea, ao verificar seu cartão de embarque, declarou a um policial do STF — responsável pela segurança do ministro — que sentiu vontade de xingá-lo. Em seguida, 'corrigiu-se' afirmando que seria 'melhor matar do que xingar'. O ministro não revelou o nome da empresa, da funcionária, nem o aeroporto exato, mas confirmou que o episódio aconteceu em São Paulo nesta segunda-feira (19). Dino enfatizou que a hostilidade não é pessoal, mas sim reflexo de sua atuação no STF.
Riscos e preocupações
O ministro alertou para os potenciais riscos de episódios como esse se espalharem. Segundo ele, se outros funcionários forem 'contaminados com idêntico ódio', poderia haver ameaças à segurança de aeroportos, voos e passageiros. Dino questionou: 'Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?'. O ministro defendeu a necessidade de campanhas internas de educação cívica nas empresas, especialmente em ano eleitoral, para evitar a escalada de conflitos e garantir a convivência pacífica.