Células-tronco eliminam necessidade de insulina em 83% dos pacientes com diabetes tipo 1 em estudo clínico
Estudo da Vertex Pharmaceuticals revela que 10 de 12 pacientes com diabetes tipo 1 deixaram de usar insulina após seis meses de transplante de células beta derivadas de células-tronco embrionárias. Pesquisas na China também demonstraram sucesso com células reprogramadas a partir de gordura do próprio paciente, mantendo resultados por até um ano.
Resultados do estudo clínico
Um ensaio clínico conduzido pela Vertex Pharmaceuticals apresentou resultados inéditos no tratamento do diabetes tipo 1. Dos 12 pacientes que receberam transplante de células beta produtoras de insulina, cultivadas em laboratório a partir de células-tronco embrionárias, 10 (83%) interromperam completamente o uso de injeções de insulina em apenas seis meses. O estudo reforça o potencial das células-tronco para revolucionar o tratamento da doença, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Avanços na China com células reprogramadas
Pesquisadores chineses alcançaram um marco ao reprogramar células de gordura de um paciente com diabetes tipo 1 em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs). Essas células foram transformadas em células beta e transplantadas sob o músculo abdominal do próprio paciente. Setenta e cinco dias após a cirurgia, o paciente deixou de necessitar de insulina, e o efeito se manteve por pelo menos 12 meses. Esse método reduz o risco de rejeição, já que as células carregam o DNA do próprio paciente.
O que são células-tronco e como funcionam
Células-tronco são células pluripotentes capazes de se transformar em qualquer tipo celular do corpo humano. No estágio embrionário, cerca de 100 dessas células dão origem aos aproximadamente 30 trilhões de células de um adulto. A pesquisa com células-tronco embrionárias humanas começou em 1998, utilizando embriões doados por casais em tratamento de fertilização in vitro. Em 2007, cientistas descobriram como reprogramar células maduras, como as da pele, de volta a um estado pluripotente, criando as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), que permitem terapias personalizadas e reduzem riscos de rejeição.