Oposição vence na Hungria e encerra 16 anos de governo de Viktor Orbán; União Europeia celebra retorno ao bloco
A oposição húngara, liderada por Péter Magyar do partido Tisza, venceu as eleições parlamentares, destronando Viktor Orbán após 16 anos no poder. A vitória é vista como um alívio para a União Europeia, que celebra o retorno do país a um caminho europeu.
Fim da Era Orbán
O partido Tisza, de centro-direita, liderado por Péter Magyar, conquistou 137 cadeiras das 199 disponíveis no Parlamento húngaro. A vitória encerra 16 anos de governo do ultranacionalista Viktor Orbán, cujo modelo político foi descrito como "democracia iliberal". Dentre os fatores que pesaram contra Orbán estão o alto custo de vida, corrupção endêmica, nepotismo e autoritarismo. Magyar declarou que "a verdade prevaleceu sobre as mentiras" e que os responsáveis por "fraudar" o país serão responsabilizados. Ele também pediu a renúncia do presidente da Suprema Corte, do procurador-geral e dos chefes da mídia e do órgão de defesa da concorrência. O partido Fidesz, de Orbán, obteve 55 cadeiras, e o Mi Hazánk, 7.
Repercussão Internacional e Alianças
A União Europeia celebrou a derrota de Orbán, que era visto como um obstáculo a acordos importantes, como sanções contra a Rússia e auxílio à Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, festejou: "A Hungria escolheu a Europa. Um país está de volta ao seu caminho europeu. A União da Europa está mais forte." Péter Magyar afirmou que a Hungria será uma forte aliada da União Europeia e da OTAN. Um político húngaro, Zsolt Hegedus, apontado como favorito para ser indicado a ministro da Saúde, roubou a cena com passos de dança durante a comemoração pela vitória da oposição.