Memorial do Bordado de BH preserva 13 mil peças históricas e busca espaço para acervo único
O Memorial do Bordado, localizado em Belo Horizonte, abriga um acervo de aproximadamente 13 mil peças bordadas, incluindo enxovais, roupas litúrgicas e vestidos de noiva datados do século XIX. Fundado em 2014 pela pesquisadora Maria do Carmo Guimarães Pereira, o espaço busca patrocínio ou incentivos para garantir a preservação adequada das peças, que incluem registros históricos e memórias culturais.
Acervo histórico e cultural
O Memorial do Bordado, criado pela Associação pela Preservação da Arte do Bordado (APAB), reúne cerca de 13 mil peças bordadas, muitas delas doadas por mulheres ao longo de décadas. O acervo inclui itens como enxovais de bebê e casamento, roupas de batismo, peças íntimas, toalhas, vestimentas litúrgicas e vestidos de noiva, alguns dos quais remontam ao século XIX. Cada peça é catalogada e, quando necessário, passa por processos de higienização e restauração realizados por bordadeiras da associação. As doações frequentemente são acompanhadas por cartas que registram a origem e memórias associadas aos objetos, transformando o memorial em um registro vivo da cultura e identidade feminina.
Desafios de preservação
Apesar de ser uma referência em ensino e pesquisa sobre bordado, o Memorial do Bordado enfrenta desafios para manter a preservação adequada de seu acervo. Maria do Carmo Guimarães Pereira, fundadora do espaço, destaca a necessidade de um local com condições ideais, como refrigeração e iluminação controlada, para garantir a conservação das peças. Atualmente, o memorial busca patrocínios ou incentivos por meio de leis de cultura para viabilizar a expansão e manutenção do espaço, que abriga itens de valor histórico inestimável, como um mostruário de motivos de bordado de 1838.