Investidores rejeitam IA para decisões financeiras e preferem consultores humanos, aponta pesquisa
Pesquisa da Janus Henderson com 1.000 investidores revela desconfiança generalizada no uso de inteligência artificial para gestão de finanças pessoais. 75% temem viés ou conflitos de interesse, 74% preocupam-se com privacidade e 70% duvidam da precisão dos dados gerados por chatbots. Apesar disso, 61% acreditam que a IA pode impulsionar os retornos do mercado em cinco anos.
Desconfiança e preferência por interação humana
A pesquisa da Janus Henderson destacou que 75% dos investidores temem que a IA seja tendenciosa ou conflitante em suas recomendações financeiras. Além disso, 74% expressaram preocupações com a privacidade de seus dados pessoais ao utilizarem chatbots. A falta de confiança na precisão das informações geradas por IA foi apontada por 70% dos entrevistados. Um terço dos participantes (33%) afirmou que ficaria insatisfeito se seu consultor financeiro utilizasse IA para recomendações de investimento. Matt Sommer, chefe do Grupo de Consultoria Especializada da Janus Henderson, comentou que as preocupações dos investidores refletem notícias recentes sobre vieses, precisão e segurança de dados em sistemas de IA. A pesquisa também revelou que 40% dos investidores preferem interação humana na gestão de seus recursos, rejeitando a automação completa.
Perspectivas futuras para a IA no mercado financeiro
Apesar da desconfiança atual, 61% dos investidores acreditam que a inteligência artificial poderá aumentar os retornos do mercado nos próximos cinco anos. Esse otimismo contrasta com a resistência ao uso direto da tecnologia em decisões financeiras pessoais, indicando uma percepção de que a IA pode ser benéfica em um contexto mais amplo, mas não substitui a necessidade de supervisão humana em questões individuais.