Deloitte: Menos americanos planejam férias de verão em 2026, mas gastos dos viajantes aumentam 17%
Pesquisa da Deloitte com 4 mil americanos revela que apenas 45% planejam férias de verão com hospedagem paga em 2026, o menor índice em seis anos. Entre os que não viajarão, um terço alega não poder arcar com os custos. No entanto, os viajantes que mantêm planos elevaram seus orçamentos em 17%, destinando em média US$ 4.050 para a viagem mais longa. Além disso, 34% pretendem trabalhar durante as férias, um aumento em relação aos 23% do ano anterior.
Queda na intenção de viajar e aumento de gastos
A pesquisa da Deloitte aponta uma redução significativa no número de americanos que planejam férias de verão com hospedagem paga em 2026. Apenas 45% dos entrevistados manifestaram essa intenção, o menor percentual registrado nos últimos seis anos. Entre os motivos para não viajar, 33% citaram a incapacidade financeira de arcar com os custos, destacando o aumento dos preços como principal barreira. Apesar disso, os viajantes que mantêm seus planos demonstraram disposição para gastar mais. O orçamento médio para a viagem mais longa subiu 17% em relação a 2025, alcançando US$ 4.050 por pessoa. A tendência reflete uma valorização das experiências, segundo Kate Ferrara, líder do setor de transporte, hospitalidade e serviços da Deloitte nos EUA.
Trabalho durante as férias e upgrades de conforto
Outro dado relevante da pesquisa é o aumento no número de pessoas que pretendem trabalhar durante as férias. Em 2026, 34% dos entrevistados planejam realizar atividades profissionais em sua viagem principal, um crescimento em comparação aos 23% registrados no ano anterior. Os millennials lideram essa tendência, com 57% afirmando que trabalharão durante o período de descanso. Além disso, os viajantes demonstraram maior disposição para investir em upgrades de conforto, como assentos premium em voos, ingressos atualizados e melhores localizações em hotéis. A demanda por viagens internacionais também cresceu, com 32% dos viajantes que pretendem voar optando por destinos fora dos EUA, contra 27% em 2025.