EUA criticam Pix e regulação de redes sociais em relatório contra medidas brasileiras
Um relatório do órgão de comércio exterior da Casa Branca, USTR, incluiu críticas ao Pix, propostas de regulação de redes sociais e a "taxa das blusinhas" como entraves ao comércio internacional. O presidente Lula defendeu o Pix, afirmando que "ninguém" fará o Brasil mudar a ferramenta.
Críticas a medidas brasileiras
O relatório do USTR menciona a cobrança de uma taxa linear de 60% sobre encomendas internacionais processadas pelo regime simplificado, com limite anual de US$ 100 mil por importador. Aponta também restrições operacionais da Receita Federal, com tetos de US$ 10 mil para exportações e US$ 3 mil para importações. O documento critica o papel do Banco Central na criação e gestão do Pix, com preocupações sobre favorecimento em relação a provedores privados de pagamentos. O PL 4.675/2025, que amplia a atuação do Cade na regulação de plataformas digitais, também é alvo, prevendo classificação de grandes empresas como "relevância sistêmica" e sujeição a regras mais rígidas, podendo resultar em multas de até 20% do faturamento global para companhias norte-americanas. O nível geral das tarifas de importação no Brasil foi criticado, com média de 12,5% para produtos industriais e 9% para itens agrícolas em 2024, consideradas elevadas.
Defesa do Pix por Lula
Em resposta ao relatório, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que "ninguém" fará o governo brasileiro mudar o Pix. Durante visita a obras em Salvador, Lula afirmou que a ferramenta é do Brasil e que o serviço prestado à sociedade brasileira não será alterado. O governo Lula já explorou críticas semelhantes de Donald Trump anteriormente, o que gerou dividendos políticos ao presidente.