Venezuela Retoma Relações com FMI e Banco Mundial Após Seis Anos de Bloqueio
A Venezuela retomou suas relações institucionais com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) após um bloqueio de seis anos. A decisão foi formalizada por Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, e confirmada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que descreveu o feito como uma grande conquista da diplomacia venezuelana.
Retomada das Relações Institucionais
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou em 16 de abril de 2026 a retomada das relações entre o país e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que estavam suspensas desde março de 2019. Rodríguez classificou a iniciativa como uma 'grande conquista da diplomacia venezuelana' e mencionou que a negociação durou meses, apesar de tentativas de sabotagem pela 'extrema-direita venezuelana'. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, confirmou a decisão, afirmando que ela foi adotada 'de acordo com a opinião dos países membros do FMI que representam a maioria do poder de voto total'. Essa fórmula técnica se traduz no reconhecimento do governo venezuelano como interlocutor legítimo. Paralelamente, o Banco Mundial também anunciou a retomada de suas relações com Caracas, seguindo a votação do FMI. A Venezuela foi excluída das consultas do Artigo IV do FMI e suas reservas permaneceram congeladas durante o período de suspensão, totalizando aproximadamente US$ 3,568 bilhões em Direitos Especiais de Saque.