EUA enfrentam vulnerabilidade crítica em defesa contra ataques de drones, alertam especialistas
Relatório da empresa Robin Radar e declarações de autoridades militares dos EUA destacam a falta de preparo do país para detectar e neutralizar ameaças de drones. A proliferação de sistemas acessíveis e baratos, como os usados na Ucrânia e no Oriente Médio, expõe riscos crescentes para infraestruturas civis e militares. Especialistas apontam que apenas unidades de elite possuem tecnologia de detecção, deixando outras áreas desprotegidas.
Ameaça crescente e falta de preparo
A empresa Robin Radar, especializada em radares de detecção de drones e com contratos nos EUA, alertou que o país está vulnerável a ataques com drones e não possui proteção suficiente. Kristian Brost, gerente da divisão norte-americana da empresa, afirmou que os EUA estão 'provavelmente atrás da Europa' na implementação de tecnologias de contramedidas. Segundo ele, apenas organizações de elite de segurança, responsáveis por proteger infraestruturas críticas, possuem algum tipo de tecnologia de detecção de drones. Brost reforçou que suas preocupações são compartilhadas por comandantes militares dos EUA, como o Brigadeiro-General Matt Ross, que descreveu drones como a 'ameaça definidora do nosso tempo' e destacou a ausência de uma solução única para combatê-los.
Drones como arma de baixo custo e alto impacto
Drones se tornaram uma arma emblemática na guerra na Ucrânia e uma ameaça crescente no Oriente Médio, demonstrando como sistemas baratos e acessíveis podem criar desafios significativos de segurança, tanto no exterior quanto dentro dos EUA. A facilidade de aquisição e operação desses dispositivos os torna uma ferramenta atraente para grupos hostis, aumentando a necessidade de sistemas de defesa eficazes. No entanto, a falta de investimento e implementação de tecnologias de detecção e neutralização deixa o país exposto a ataques que podem atingir alvos civis e militares.