EUA esgotam arsenal crítico em guerra contra Irã e alertam para risco em conflito com China
Relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que os EUA utilizaram centenas de munições essenciais durante os 39 dias de campanha aérea e de mísseis contra o Irã. Especialistas alertam que o esgotamento desses estoques pode comprometer a capacidade de resposta em um eventual conflito com a China, além de afetar o fornecimento a aliados como a Ucrânia.
Munições críticas em risco
Os Estados Unidos consumiram grandes quantidades de sete tipos de munições durante a guerra contra o Irã, incluindo armas de ataque terrestre de longo alcance e sistemas de defesa aérea e antimísseis. Segundo o relatório do CSIS, o país possui estoques suficientes para continuar o conflito atual, mas o risco persiste para futuras guerras, especialmente contra a China. "Esses mísseis serão críticos em um potencial conflito no Pacífico Ocidental", afirmaram os pesquisadores Mark Cancian e Chris Park. "Mesmo antes da guerra com o Irã, os estoques eram considerados insuficientes para um combate contra um competidor de mesmo nível. Agora, esse déficit é ainda mais agudo."
Impacto global e competição por recursos
A redução dos estoques não afeta apenas a capacidade dos EUA, mas também o fornecimento a aliados como a Ucrânia e outros países que buscam repor e expandir seus próprios inventários. "Os Estados Unidos competirão com esses países", destacaram os especialistas. Além disso, a reposição dessas munições é um processo demorado, o que pode prolongar a vulnerabilidade estratégica dos EUA em cenários de conflito prolongado ou múltiplas frentes de batalha.