Romance 'Hum' de Helen Phillips vence prêmio de ficção climática com distopia sobre IA e escassez da natureza
O livro 'Hum', da autora americana Helen Phillips, venceu o prêmio de ficção climática ao explorar um futuro distópico onde a inteligência artificial substitui empregos humanos e a natureza se torna um recurso escasso. A protagonista, May, perde seu trabalho para um robô humanoide e se submete a um experimento que altera seu rosto para escapar da vigilância, mas enfrenta consequências inesperadas ao visitar o último espaço verde da cidade.
Enredo e temáticas centrais
Em 'Hum', Helen Phillips apresenta uma narrativa centrada em May, uma mulher que vê seu emprego ser tomado por um 'hum' — um robô humanoide. Desempregada e em busca de alternativas, ela participa de um experimento científico que modifica suas feições para evitar reconhecimento por sistemas de vigilância. O enredo se aprofunda na crítica à dependência tecnológica e na mercantilização da natureza, representada pelo Jardim Botânico, último refúgio verde em uma cidade dominada pela artificialidade. A obra aborda ainda questões como desumanização, privacidade e a relação entre sociedade e meio ambiente em um contexto de crise climática.
Recepção e impacto literário
O romance foi premiado pelo Climate Fiction Prize, destacando-se por sua abordagem original sobre os impactos da IA e da degradação ambiental. Phillips, conhecida por obras anteriores como 'The Beautiful Bureaucrat' e 'And Yet They Were Happy', utiliza um tom sombrio e satírico para refletir sobre um futuro plausível. A autora participará do Hay Festival em 30 de maio para discutir o livro, reforçando seu papel no debate contemporâneo sobre tecnologia e sustentabilidade. A obra está disponível pela Atlantic Books ao preço de £16,99.