Violência paramilitar assola Parque Nacional de Tayrona na Colômbia e ameaça povos indígenas
O Parque Nacional de Tayrona, destino turístico na Colômbia, enfrenta uma crise de violência imposta por grupos paramilitares. Comerciantes e comunidades indígenas, como os kogui, vivem sob ameaças e extorsões. O governo colombiano fechou o parque por mais de duas semanas entre fevereiro e março de 2026 devido a bloqueios, extorsões e riscos aos guardas-parques.
Conflito entre turismo e criminalidade
O Parque Nacional de Tayrona, localizado na Sierra Nevada de Santa Marta, é um dos principais destinos turísticos da Colômbia, conhecido por suas praias cristalinas e montanhas. No entanto, o local é dominado pelas Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), grupo paramilitar que controla rotas do narcotráfico e impõe violência contra comerciantes e povos indígenas. Segundo o governador do povo kogui, Atanasio Moscote, a população vive 'medo e angústia pelo futuro'. A presença de turistas ocorre simultaneamente à vigilância dos esquadrões armados, que extorquem negócios locais e ameaçam comunidades tradicionais, cujo conhecimento ancestral é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Medidas governamentais e riscos aos guardas-parques
O presidente Gustavo Petro determinou o fechamento do Parque Tayrona por mais de duas semanas entre fevereiro e março de 2026, citando extorsões, bloqueios de estradas e ameaças contra guardas-parques. Yeiner Hernández, guarda-parque de 31 anos, afirma que a presença da equipe é 'vital para conservar, manter e monitorar os recursos', mas os funcionários são alvo de advertências por confrontarem atividades ilegais, como o desmatamento. Pesquisadores indicam que grupos criminosos lucram com o turismo e utilizam praias para exportar drogas, intensificando a disputa pelo território.