Presidente eleito da Colômbia acusa Gustavo Petro de planejar golpe de Estado e suspende transição de governo
Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia, acusou o atual mandatário Gustavo Petro de tentar um 'golpe de Estado' e convocou as Forças Armadas a desobedecerem ordens do governo. Espriella também suspendeu o processo de transição de poder, alegando corrupção e contratos direcionados no governo Petro. Petro, por sua vez, questiona a legitimidade da eleição e convocou manifestações para 20 de julho.
Acusações e suspensão da transição
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou em vídeo divulgado em suas redes sociais que Gustavo Petro, atual presidente, estaria planejando um 'golpe de Estado' para permanecer no poder. Espriella convocou as Forças Armadas a protegerem a Constituição e a não obedecerem a ordens de Petro que contrariem a democracia. Além disso, ele ordenou a suspensão imediata do processo de transição de governo, alegando ter encontrado indícios de corrupção e contratos direcionados durante o mandato de Petro. A posse de Espriella está marcada para 7 de agosto de 2026.
Reações e tensões políticas
Gustavo Petro não se manifestou diretamente sobre as acusações de Espriella até a última atualização desta reportagem, mas afirmou anteriormente, sem apresentar provas, que estariam ameaçando prendê-lo e pediu 'união do povo contra um governo ilegítimo'. Petro também convocou manifestações para 20 de julho, data em que fará seu discurso de despedida. O senador Iván Cepeda, candidato governista derrotado no segundo turno, reconheceu o resultado da eleição, mas declarou-se em 'desobediência civil' diante do novo governo. Observadores internacionais e autoridades eleitorais descartaram qualquer tipo de fraude ou manipulação no pleito.