Número de Brasileiros Vivendo Sozinhos Mais que Dobra em Uma Década, Alcançando 19,7% dos Domicílios
O número de domicílios unipessoais no Brasil mais que dobrou em uma década, passando de 12,2% em 2012 para 19,7% em 2025. O total de residências com um único morador saltou de 7,5 milhões para 15,6 milhões, um crescimento de 109,8%. O envelhecimento da população é apontado como o principal fator para essa expansão.
Transformações Demográficas e Familiares Impulsionam Tendência
O analista do IBGE, William Kratochwill, atribui a expansão dos lares unipessoais a transformações demográficas e familiares consolidadas no país. O envelhecimento da população, com o aumento da expectativa de vida e reconfigurações familiares, leva mais pessoas a viverem sozinhas em fases avançadas da vida. Fatores como a saída dos filhos de casa e a viuvez também contribuem para esse cenário.
Diferenças de Gênero no Perfil de Moradores Solitários
Em 2025, homens representavam 54,9% dos moradores de domicílios unipessoais. Segundo Kratochwill, entre os homens, esse arranjo está frequentemente associado a separações (com filhos permanecendo com a mãe) ou a deslocamentos por trabalho, especialmente em centros urbanos. Já entre as mulheres, mais da metade (56,5%) que viviam sozinhas tinha 60 anos ou mais, padrão relacionado à maior longevidade feminina, viuvez, separações em idade avançada e a escolha por autonomia residencial.