CEO de Gestora de Ativos Alerta para Onda de Inadimplência em Crédito Privado Devido a Empréstimos de Software
Bruce Richards, CEO da Marathon Asset Management, projeta um cenário de crise para o crédito privado, impulsionado por empréstimos de software. Ele estima que a taxa de inadimplência nesse segmento possa atingir 15% e permanecer em dois dígitos por pelo menos três anos. A falta de capital novo e a volatilidade das ações de software contribuem para o risco.
Risco de Inadimplência e Perdas no Setor de Crédito Privado
Bruce Richards, presidente e CEO da Marathon Asset Management, uma gestora de ativos de US$ 24 bilhões, identificou uma potencial onda de inadimplência no mercado de crédito privado, especificamente ligada a empréstimos para o setor de software. Richards prevê perdas significativas para investidores, com um cenário em que a taxa de inadimplência em empréstimos diretos para empresas de software pode alcançar 15%. Essa taxa de inadimplência, se confirmada, seria uma das piores na história do crédito privado. Uma análise da Fitch Ratings indicou que a taxa de inadimplência entre tomadores de crédito privado nos EUA atingiu 9,2% no ano anterior, mas Richards foca especificamente em empréstimos diretos, um segmento menor, porém relevante. Ele especula que as taxas de recuperação em empréstimos problemáticos podem variar de US$ 0 a US$ 0,30 por dólar. As taxas de juros para novos empréstimos de software poderiam aumentar em cerca de 700 pontos base, refletindo uma precificação maior do risco pelos investidores. Investidores têm demonstrado crescente ansiedade em relação ao setor de crédito privado devido a pedidos de resgate de fundos, e empréstimos de software se tornaram um ponto de atenção após a queda das ações de tecnologia motivada por preocupações com IA.
Nova Luta por Segurança em Publicidade com Ferramentas de IA
A batalha pela segurança de marca que antes opunha CMOs (Chief Marketing Officers) a grandes empresas de tecnologia agora dá lugar a uma nova disputa pela 'segurança de IA'. Uma quantidade crescente de recursos financeiros está sendo direcionada para plataformas de IA que prometem criar anúncios automaticamente e determinar seu posicionamento. Essa rápida mudança tem gerado preocupações entre alguns CMOs, que buscam métricas claras para entender como essas plataformas de IA impactam o faturamento, a aquisição de novos clientes e o valor da marca. Esforços intersetoriais estão sendo feitos para exigir maior transparência de gigantes como Google e Meta. Grupos da indústria buscam mais ações em relação à transparência dos leilões de publicidade de IA e ao uso responsável de ferramentas de IA em marketing. O Media Rating Council lançou um framework para trazer transparência aos leilões de publicidade online que utilizam machine learning e IA. O Interactive Advertising Bureau publicou um white paper sobre o uso de sistemas de IA agentivos em anúncios de vídeo, recomendando salvaguardas e maior insight sobre as decisões impulsionadas por IA. A International Chamber of Commerce publicou um guia sobre o uso responsável de ferramentas de IA para publicidade e marketing. Profissionais de marketing e agências estão agindo com cautela, evitando o risco de se tornarem alvos políticos e legais, como ocorreu com a Global Alliance for Responsible Media, que encerrou suas atividades em 2024 após um processo antitruste movido pela X de Elon Musk.