Magnata do K-pop Bang Si-hyuk, criador do BTS, pode ser preso por fraude em abertura de capital da Hybe
Bang Si-hyuk, fundador da Hybe e criador do grupo BTS, enfrenta pedido de prisão por suposta fraude na abertura de capital da empresa em 2020. A polícia sul-coreana acusa o executivo de induzir investidores ao erro ao negar planos de IPO enquanto preparava a operação em segredo. Bang nega as acusações e afirma ter agido dentro da lei, mas teve bens congelados e foi impedido de viajar ao exterior durante investigação.
Acusações e investigação
A polícia da Coreia do Sul solicitou ao Ministério Público um mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, de 53 anos, sob a alegação de fraude relacionada à abertura de capital da Hybe, empresa controladora do BTS, em 2020. Segundo as investigações, Bang teria afirmado publicamente em 2019 que a Hybe não planejava um IPO (oferta pública inicial), enquanto preparava secretamente a operação. A estreia na bolsa sul-coreana Kospi ocorreu em outubro de 2020, e a polícia estima que Bang lucrou cerca de 200 bilhões de won (aproximadamente R$ 680 milhões) com a transação. O executivo nega as acusações e alega ter agido conforme a legislação.
Impacto no mercado e na Hybe
O caso gerou repercussões significativas no mercado. A Hybe, avaliada em US$ 7,3 bilhões (cerca de R$ 36,5 bilhões), teve sua sede alvo de buscas, e parte dos bens de Bang foi congelada. Além disso, houve pressão para que ele deixasse o cargo de presidente do conselho da empresa. As ações da Hybe atingiram o maior valor em quatro anos após o anúncio da turnê mundial do BTS em janeiro de 2026, adicionando mais de 1 trilhão de won (cerca de R$ 3,6 bilhões) ao valor de mercado da companhia. A turnê, com ingressos esgotados, deve percorrer 34 cidades e gerar mais de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões) em receitas.
Contexto e declarações
Bang Si-hyuk, conhecido por transformar o BTS em um fenômeno global, afirmou em entrevista à revista Billboard que o grupo se tornou uma 'atração turística' amplamente reconhecida. Ele também destacou que a turnê mundial do BTS, a primeira após um hiato de quase quatro anos, é um marco para a Hybe. Apesar das acusações, Bang permanece como figura central na empresa, embora sua situação jurídica possa afetar a imagem e as operações do conglomerado.