Vinil resiste ao tempo e colecionadores mantêm tradição musical viva no Brasil em 2026
Colecionadores no Brasil preservam a tradição do vinil com acervos que ultrapassam centenas de discos, destacando a experiência tátil e nostálgica do formato. Em Teresina, um advogado reúne cerca de 800 LPs, enquanto no Mercado do Mafuá, um artista visual transforma a paixão em negócio, vendendo discos e objetos antigos. O vinil, mesmo com o avanço das plataformas digitais, continua a ser valorizado por sua capacidade de evocar memórias e proporcionar momentos de desaceleração.
Experiência tátil e nostalgia
O advogado Ciro de Brito, de Teresina, coleciona cerca de 800 discos de vinil nos últimos seis anos. Para ele, o formato LP (long play) vai além da música: envolve um ritual que inclui abrir a capa, observar o encarte, limpar o disco e colocá-lo na vitrola. "Com o vinil você tem aquele chiado, aquela nostalgia. Tem aquele trabalho de tirar da capa, limpar, guardar, conservar", afirmou. O colecionador destaca que o processo ajuda a reviver memórias e desacelerar a rotina, proporcionando uma experiência única em comparação com as plataformas digitais.
Mercado e paixão pelo vinil
No Mercado do Mafuá, em Teresina, o artista visual Cícero Manoel mantém um acervo de discos e objetos antigos, atraindo colecionadores e admiradores da música. "O vinil é afeto, é amor, é colecionar, é você pegar, é você ter, é você guardar", disse. O que começou como uma paixão se transformou em negócio, com vendas de discos e itens relacionados. O espaço se tornou um ponto de encontro para quem busca reviver experiências musicais de décadas passadas.