Mãe processada por dívida de US$ 55 mil em empréstimos estudantis luta para anular saldo na Justiça
Ashley Carlson, mãe de dois filhos, enfrenta processo judicial movido pela credora SoFi após inadimplência em empréstimo estudantil privado de US$ 55 mil. Ela alega que um erro de comunicação da empresa a levou a acreditar que a dívida havia sido quitada. Carlson representa a si mesma no caso e busca anular o débito, enquanto a SoFi afirma que notificou a devedora sobre a transferência do empréstimo.
Contexto do processo judicial
Ashley Carlson, residente nos Estados Unidos, foi processada pela SoFi, uma credora privada de empréstimos estudantis, após deixar de pagar uma dívida de US$ 55 mil. O processo judicial se arrasta há dois anos, durante os quais Carlson tem atuado como sua própria advogada, dedicando noites à elaboração de petições e documentos legais. A disputa gira em torno de um e-mail enviado pela SoFi em fevereiro de 2024, parabenizando-a pela quitação do saldo. Carlson interpretou a mensagem como uma confirmação de que a dívida havia sido perdoada ou transferida, mas a SoFi alega que o e-mail foi um erro e que notificou a devedora sobre a transferência do empréstimo para outra empresa.
Argumentos e riscos legais
Carlson baseia sua defesa na alegação de que a SoFi falhou em comunicar adequadamente a transferência do empréstimo, o que a impediu de tomar medidas para evitar a inadimplência. Ela argumenta que, se tivesse sido devidamente informada, teria feito pagamentos parciais para evitar o processo. A SoFi, por sua vez, afirma que enviou notificações subsequentes sobre a situação do empréstimo, as quais Carlson nega ter recebido. O desfecho do caso pode resultar na anulação da dívida ou na obrigação de Carlson pagar o saldo inadimplente, além de honorários legais e possíveis penalidades, como penhora de salários e impacto negativo em seu score de crédito.
Impacto pessoal e uso de tecnologia
Carlson relata que a batalha judicial tem consumido seu tempo e energia, especialmente após colocar seus filhos para dormir, quando dedica horas à noite para preparar documentos legais. Ela utiliza ferramentas de inteligência artificial para auxiliá-la na redação de petições, uma estratégia adotada por falta de recursos para contratar um advogado. A situação reflete os desafios enfrentados por devedores de empréstimos estudantis privados nos EUA, onde as proteções legais são menos abrangentes em comparação com empréstimos federais.