Rússia realiza exercícios militares com mísseis de capacidade nuclear e reforça prontidão estratégica
A Rússia conduziu exercícios militares para testar mísseis com capacidade nuclear, envolvendo forças estratégicas e operações em território russo e bielorrusso. O presidente Vladimir Putin classificou os treinamentos como uma 'garantia da soberania' dos dois países, mas reforçou que o uso de armas nucleares seria uma 'medida de último recurso'.
Detalhes dos exercícios militares
Os exercícios, iniciados na terça-feira (19), incluíram a movimentação de veículos lançadores de mísseis em florestas, decolagens de caças-bombardeiros e jatos de combate com capacidade nuclear, além de operações navais com navios e submarinos. O Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens que mostram a instalação de mísseis hipersônicos Kinzhal em caças MiG-31. As atividades foram acompanhadas por videoconferência pelos presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Alexander Lukashenko, de Belarus, segundo a agência de notícias bielorussa BELTA.
Justificativa e contexto geopolítico
Putin justificou os treinamentos citando o aumento das 'tensões em todo o mundo', mas destacou que o uso de armas nucleares seria restrito a situações extremas. O porta-voz do Kremlin, questionado sobre os exercícios, afirmou que tais atividades 'são sempre um sinal', sem fornecer mais detalhes. As operações ocorreram em um contexto de escalada de tensões entre a Rússia e países ocidentais, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022 e o apoio militar ocidental ao país.