Artemis 2: Assimetria Lunar Explicada pela Gravidade da Terra e Composição Química
A missão Artemis 2 destacou a diferença entre as faces visível e oculta da Lua, com a gravidade terrestre e a composição química sendo apontadas como fatores determinantes. Enquanto a face visível apresenta vastas planícies vulcânicas (mares), o lado oculto é majoritariamente coberto por crateras de impacto.
Diferenças Visuais e Científicas entre as Faces da Lua
A face visível da Lua é caracterizada pela presença de grandes manchas escuras, os 'mares', formados por lava basáltica. Em contraste, o lado oculto é predominantemente coberto por crateras de impacto, com apenas 1% de sua superfície composta por essas planícies vulcânicas, comparado a mais de 30% no lado visível. O astronauta Jeremy Hansen, durante a missão Artemis 2, ressaltou o efeito profundo da gravidade terrestre na formação dos remendos escuros da face visível, uma afirmação cuja explicação científica é complexa e debatida.
O Papel do Calor Interno e da Gravidade na Assimetria Lunar
Pesquisas do Laboratório de Recuperação de Gravidade e Interior da NASA, lideradas pelo Dr. Ryan Park, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), indicam que o interior da Lua não é homogêneo. O lado voltado para a Terra é mais quente e geologicamente ativo em profundidade do que o lado oculto, com uma discrepância de temperatura estimada entre 100 °C e 200 °C. Dois fatores principais explicam essa diferença: a composição química, com maior concentração de elementos radioativos como tório e titânio no lado visível, que geram calor e mantêm o manto mais 'macio'; e a migração gravitacional, onde a atração da Terra há bilhões de anos teria levado esses elementos para o lado mais próximo, sustentando o vulcanismo por um período mais longo.