Aliados de Bolsonaro buscam sanções dos EUA contra Ministro do STF Alexandre de Moraes
Interlocutores ligados a Donald Trump estão em conversas com aliados de Jair Bolsonaro para tentar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ação, que pode resultar em 'pena de morte financeira', foi previamente imposta a Moraes e sua esposa em 2025, mas ambos foram retirados da lista posteriormente.
Articulação por Sanções contra Ministro do STF
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificaram conversas com interlocutores ligados a Donald Trump na tentativa de viabilizar a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos e é próximo a Eduardo Bolsonaro, afirmou que o Brasil estaria "cavando uma nova briga" com Trump, mas não antevê retomada de tarifas comerciais. Segundo Figueiredo, o cenário mais provável seria a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes, dependendo de decisão do governo Trump. Esta articulação faz parte de uma estratégia maior que visa, na visão desses interlocutores, conseguir o impeachment de ministros do Supremo, aproveitando o que consideram um ambiente político propício.
O que é a Lei Magnitsky e o Histórico com Moraes
A Lei Magnitsky permite que os Estados Unidos imponham sanções a cidadãos estrangeiros, descritas como uma "pena de morte financeira", impedindo que a pessoa possua cartão de crédito de grandes bandeiras que operam nos EUA, por exemplo. Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane de Moraes, foram alvo dessa sanção em julho e setembro de 2025, respectivamente, mas foram retirados da lista em dezembro do mesmo ano. O enquadramento de Moraes na lei americana ocorreu no contexto de tentativas de influenciar o julgamento de Bolsonaro no STF, onde o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por planejar e articular atos golpistas para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.