Poema de 1966 de Basil Bunting Alerta sobre Perda de Paisagens Sonoras Naturais
O poema 'Briggflatts', de Basil Bunting, publicado em 1966, aborda a importância da 'escuta profunda' em um mundo onde as paisagens sonoras naturais estão ameaçadas pela poluição sonora. A obra destaca a riqueza do som na natureza e a necessidade de sintonizar com as ressonâncias entre as coisas.
A Vida e Obra de Basil Bunting
Basil Bunting, poeta que viveu de 1900 a 1985, teve uma vida marcada por experiências diversas, incluindo o serviço militar como objetor de consciência, envolvimento com o modernismo literário e atuação na inteligência militar no Irã após a Segunda Guerra Mundial. Sua jornada o levou de volta à sua terra natal, Northumbria, após o golpe da CIA em 1953. Apesar de uma vida eventful, seu poema mais conhecido, 'Briggflatts', publicado sessenta anos atrás, foca menos em eventos biográficos e mais na exploração da 'escuta profunda'.
A Prática da Escuta Profunda e a Ameaça às Paisagens Sonoras
A noção de 'escuta profunda', definida pela compositora Pauline Oliveros como 'ouvir de todas as maneiras possíveis tudo o que é possível', é central em 'Briggflatts'. Bunting também entendia que a escuta 'conecta a tudo o que é'. O poema observa que a compreensão da riqueza do som natural – como as plantas que emitem rajadas ultrassônicas quando feridas, crescem em direção a certas frequências e liberam pólen em resposta a vibrações – chega em um momento em que a dissonância e o silêncio se tornam a norma. Coros matinais estão diminuindo e os oceanos ecoam com o barulho do tráfego marítimo e da mineração em alto mar. Bunting descreve a condição humana como 'cansada de ouvir' ('long earsick'), mas ainda impulsionada por 'uma canção forte'.