Brasil inicia testes para aumentar mistura de biodiesel no diesel para 20% em maio de 2026
Pesquisadores do Instituto Tecnológico de Mauá começarão em maio testes para avaliar a viabilidade de elevar a mistura de biodiesel no diesel de 15% para 20% (B20). O estudo analisará impactos em motores, emissões de poluentes e sistemas de injeção, em resposta à crise energética global e à guerra no Irã. O Brasil, líder em biocombustíveis, busca reduzir dependência de combustíveis fósseis.
Contexto e objetivos dos testes
O Instituto Tecnológico de Mauá, sob coordenação do gerente da divisão de veículos Renato Romio, iniciará em maio de 2026 uma série de testes para verificar a viabilidade técnica de aumentar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% (B15) para 20% (B20). Os testes fazem parte de um esforço nacional para ampliar a produção e uso de biocombustíveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em um cenário de crise energética global agravada pela guerra no Irã. O Brasil, reconhecido como potência na produção de biocombustíveis a partir de soja e cana-de-açúcar, já adota misturas obrigatórias de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina.
Metodologia e etapas dos testes
Os testes serão realizados em duas fases. Na primeira, motores serão submetidos a 300 horas de operação com misturas de B15 e B20 para avaliar o entupimento de filtros, o comportamento do sistema de injeção e a condição dos bicos injetores. A segunda fase incluirá análises das emissões de poluentes em diesel misturado com 7% (B7) e 25% (B25) de biodiesel. Os combustíveis para os testes devem ser entregues na última semana de maio, e o primeiro motor será instalado no início do mês. Daniel Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, destacou que os testes são abrangentes e discutidos entre entidades do setor, o que pode abrir portas para misturas superiores a B15.