EUA Alfinetam Pix em Relatório e Investidores Buscam Real com Dólar em Baixa
Os Estados Unidos voltaram a criticar o Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro, em um relatório sobre barreiras comerciais, citando preocupações com tratamento preferencial e impacto na competitividade de empresas americanas. Paralelamente, a política externa imprevisível de Donald Trump tem levado investidores a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil, resultando na queda do dólar e valorização do real.
Relatório dos EUA e Críticas ao Pix
Em um relatório publicado em 31 de março, os Estados Unidos listaram o Pix, criado, operado e regulado pelo Banco Central do Brasil, como uma barreira comercial. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que em julho do ano passado abriu um inquérito para apurar se o sistema configurava 'prática desleal', reiterou preocupações de que o Banco Central do Brasil concede tratamento preferencial ao Pix, prejudicando fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O documento ressalta que o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas. O governo brasileiro, por meio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou que o Pix é do Brasil e que "Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix". O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também elogiou o modelo e defendeu sua extensão para seu país.
Dólar em Queda e Real Valorizado com Busca por Investimentos
A política externa considerada imprevisível por Donald Trump tem impactado os mercados globais, levando à desvalorização do dólar e à valorização de moedas como o real. Em 9 de abril, o dólar atingiu R$ 5,06, o menor valor em dois anos. Essa tendência ocorre porque, diante das incertezas nos Estados Unidos, investidores buscam oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil. A migração de capital para esses mercados aumenta a entrada de recursos e, consequentemente, a valorização de moedas locais. O mecanismo envolve o aumento da troca de dólares por reais com a maior entrada de dólares no país, seja por exportações ou investimentos, o que eleva a oferta da moeda americana e reduz seu preço.
Variações em Pedidos de Visto H-1B na Indústria Financeira
Dados referentes ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2026 (outubro a dezembro de 2025) revelam variações nos pedidos de visto H-1B em grandes firmas financeiras após mudanças no programa de vistos implementadas pelo governo Trump. As empresas que mais solicitaram esses vistos registraram uma queda de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior. JPMorgan Chase, por exemplo, teve uma redução de quase 29%, passando de 724 aplicações certificadas em 2024 para 516 em 2025. Essa é a primeira análise de dados que reflete a reação do setor financeiro às novas regras, que tornaram as aplicações mais caras. Ao mesmo tempo, algumas empresas, como a Citi, aumentaram suas petições. Em contrapartida, o setor de tecnologia também viu uma queda expressiva nos pedidos, com exceção da Nvidia.