Seis mortes em academias da Grande Fortaleza em dez meses levantam alerta sobre segurança em treinos
Seis pessoas morreram em academias da Grande Fortaleza entre julho de 2025 e abril de 2026, incluindo o professor de Educação Física Renan Guedes Brito da Silva, de 31 anos, vítima de mal súbito durante treino. Casos envolvem infartos, AVC e outras causas não especificadas, reforçando a necessidade de monitoramento médico e protocolos de emergência em ambientes fitness.
Casos recentes e causas das mortes
O professor Renan Guedes Brito da Silva, de 31 anos, morreu na última quarta-feira (22) após sofrer um mal súbito enquanto praticava exercícios na academia MaxForma, em Fortaleza. Ele foi o sexto caso registrado na região em dez meses. Outros óbitos incluem: - **13 de julho de 2025**: Francisco José Alves da Silva Júnior, 47 anos, policial civil, vítima de infarto durante treino. - **13 de outubro de 2025**: Cristiano Silva Honorato, 44 anos, mal súbito em academia Gaviões (causa não informada). - **25 de outubro de 2025**: Áurea Maria Rodrigues, 45 anos, empresária, AVC durante aula de spinning em Maranguape. - **20 de outubro de 2025**: Artur do Nascimento, 45 anos, mal súbito em unidade da Gaviões. O mal súbito, associado a condições como desidratação ou parada cardiorrespiratória, foi recorrente nos casos, embora nem sempre fatal.
Riscos e prevenção em academias
Especialistas destacam a importância de avaliações médicas prévias, especialmente para pessoas com histórico de doenças cardiovasculares ou fatores de risco como hipertensão e diabetes. Academias são orientadas a manter equipes treinadas em primeiros socorros e equipamentos como desfibriladores. A falta de monitoramento durante treinos intensos, como spinning ou musculação, pode agravar condições preexistentes. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda exames como eletrocardiograma e teste ergométrico para praticantes de atividades físicas regulares, além de hidratação adequada e pausas durante os exercícios.