Professor Green compartilha desafios e conselhos sobre TDAH e autismo na escola
O rapper britânico Professor Green, conhecido por seu ativismo em saúde mental, revelou em podcast da BBC como o diagnóstico tardio de TDAH e autismo impactou sua trajetória escolar. Ele destacou dificuldades com rotinas, interações sociais e sintomas físicos, além de oferecer conselhos para jovens que enfrentam situações semelhantes, enfatizando a importância de encontrar espaços de autenticidade.
Diagnóstico tardio e impactos na infância
Professor Green, cujo nome real é Stephen Manderson, foi diagnosticado com TDAH e autismo apenas na vida adulta. Em entrevista ao podcast *Access All* da BBC, ele detalhou como essas condições afetaram sua experiência escolar. O rapper relatou dificuldades extremas com tarefas cotidianas, como vestir o uniforme, e comportamentos repetitivos, como contar palavras durante conversas. "Eu não sabia o que estava acontecendo na época. Não entendia as crises periódicas, as manifestações físicas de algo psicológico, o estresse que me impactava, as constantes dores de estômago", afirmou. Ele frequentou três escolas primárias, duas secundárias e uma unidade de referência para alunos com dificuldades, além de tentar concluir os GCSEs (certificado de ensino médio britânico) duas vezes em uma faculdade, sem sucesso.
Conselhos para jovens com TDAH e autismo
Ao ser questionado pela apresentadora Emma Tracey sobre o que diria a jovens que passam por situações similares, Professor Green destacou a música como seu refúgio. "Para mim, encontrei conforto na música. Colocava meus fones de ouvido e aumentava o volume mais do que seria confortável para a maioria das pessoas. Meus fones eram esse lugar onde eu podia ser autêntico, feliz ou triste", explicou. Ele enfatizou a importância de encontrar espaços onde seja possível expressar emoções livremente: "Inclinar-se naquilo que permite sentir o que você está sentindo é o mais importante."
Ativismo e trajetória pessoal
Além de sua carreira musical, Professor Green é conhecido por seu trabalho como ativista de saúde mental, apoiando especialmente a organização CALM, focada na prevenção ao suicídio. Em 2021, ele declarou que não sente mais a "pressão" que experimentava no início de sua carreira, admitindo ter encontrado a "liberdade" que sempre desejou. Seu depoimento no podcast reforça a necessidade de maior conscientização sobre neurodiversidade e suporte para jovens em ambientes educacionais.