Trump enfrenta resistência de republicanos após anunciar acordo iminente com Irã para reabrir Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou avanços em negociações para um acordo com o Irã, visando o cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, senadores republicanos, como Lindsey Graham e Ted Cruz, criticam o acordo por considerá-lo uma concessão excessiva ao regime iraniano, que manteria capacidade de influência regional e nuclear. O esboço do acordo prevê o descongelamento de ativos iranianos em troca de restrições ao programa nuclear, mas não atende às demandas iniciais dos EUA, como a mudança de regime no Irã.
Contexto das negociações
As negociações entre EUA e Irã ocorrem sob mediação do Paquistão e buscam encerrar o conflito de 87 dias, que teve como estopim o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. O acordo preliminar inclui a extensão do cessar-fogo e a reabertura da via marítima, essencial para o fluxo global de petróleo, em troca do descongelamento gradual de ativos iranianos. O alívio nas sanções seria condicionado a medidas do Irã para limitar seu programa nuclear, mas não prevê a desmilitarização completa ou a mudança de regime, como inicialmente prometido por Trump.
Críticas dos aliados republicanos
Senadores republicanos, como Lindsey Graham, alertaram que o acordo pode consolidar o Irã como uma 'força dominante' na região, capaz de exigir soluções diplomáticas sem abrir mão de sua capacidade militar. Graham destacou que a percepção de uma 'solução forçada' pela diplomacia, em vez de uma vitória militar, enfraquece a posição dos EUA. Ted Cruz e outros aliados de Trump também expressaram preocupação com a falta de garantias concretas sobre o desmantelamento do programa nuclear iraniano, um dos principais objetivos declarados da guerra.
Impacto geopolítico e econômico
A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como crucial para estabilizar os preços globais do petróleo, que dispararam desde o início do conflito. No entanto, analistas apontam que o acordo pode ser interpretado como uma vitória tática do Irã, que manteve sua infraestrutura nuclear e militar intacta. Países árabes aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, condicionaram seu apoio ao acordo à assinatura dos Acordos de Abraão, uma demanda incluída por Trump nas negociações.