Marvel abandona plano de série procedural para 'Daredevil: Born Again' e retoma tom original do herói
A série 'Daredevil: Born Again', inicialmente concebida como um procedimental jurídico para o Disney+, foi reformulada durante a produção para alinhar-se ao tom sombrio e serializado da versão original da Netflix. Charlie Cox, intérprete do herói, destacou os desafios de adaptar o personagem a um formato de fácil consumo e elogiou a coragem da Marvel em rever a abordagem após feedback dos atores.
Plano inicial e reformulação
Segundo Charlie Cox, em entrevista ao podcast *Happy Sad Confused*, 'Daredevil: Born Again' foi originalmente idealizada por Kevin Feige e a equipe da Marvel como uma série procedimental jurídica para o Disney+. A proposta buscava explorar o lado advogado de Matt Murdock, afastando-se do estilo sombrio e serializado da versão exibida na Netflix entre 2015 e 2018. Cox reconheceu que séries procedimentais são populares por serem 'viciantes' e 'bem escritas', mas ressaltou a dificuldade de executar esse formato com qualidade. Durante as filmagens, ficou claro que a abordagem não funcionava para o personagem, levando a Marvel a reformular a produção para resgatar elementos da série original, como a escuridão e a seriedade.
Feedback dos atores e decisão da Marvel
Cox e Vincent D’Onofrio, que interpreta o Rei do Crime, tiveram conversas decisivas com a Marvel após perceberem que o tom leve e procedimental não se adequava ao Daredevil. O ator destacou o 'esforço admirável' da equipe criativa em tentar inovar, mas afirmou que as lições aprendidas com o filme de Ben Affleck (2003) e a série da Netflix foram 'desaprendidas' na nova versão. Cox elogiou a coragem da Marvel em admitir o erro e realizar uma 'reviravolta' custosa, creditando à empresa a disposição de ouvir os atores. A reformulação manteve o foco em uma narrativa serializada e mais sombria, alinhada às expectativas dos fãs.