Petróleo dispara após Trump rejeitar proposta de paz do Irã e tensão no Estreito de Ormuz se intensificar
Os preços do petróleo registraram alta significativa nesta segunda-feira (11) após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar a proposta de paz do Irã para encerrar o conflito de dez semanas. A resposta iraniana, considerada 'generosa e responsável' por Teerã, inclui exigências como o fim do bloqueio naval dos EUA, suspensão de sanções e compensação por danos de guerra. A tensão no Estreito de Ormuz, rota crítica para o transporte global de petróleo, elevou os valores do Brent e do WTI em mais de 2%.
Resposta do Irã e rejeição dos EUA
O Irã enviou no domingo (10) uma resposta à proposta de paz dos EUA, exigindo o fim imediato da guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano, onde Israel combate o Hezbollah, aliado de Teerã. Além disso, o governo iraniano pediu compensações por danos de guerra, o fim do bloqueio naval dos EUA, a suspensão de sanções e a revogação da proibição à venda de petróleo iraniano. A resposta foi classificada como 'generosa e responsável' pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, mas foi prontamente rejeitada por Donald Trump, que a considerou 'totalmente inaceitável' em publicação na plataforma Truth Social.
Impacto nos preços do petróleo
A rápida escalada das tensões geopolíticas provocou alta nos preços do petróleo. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o Brent, referência internacional, subiu 2,69%, cotado a US$ 103,52 por barril. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançou 2,19%, alcançando US$ 97,51 por barril. Analistas atribuem a alta à preocupação com a continuidade do conflito e seus impactos no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo.
Exigências iranianas e posição dos EUA
Entre as principais exigências do Irã estão a garantia de passagem segura pelo Estreito de Ormuz, a liberação de ativos iranianos congelados devido às sanções dos EUA e o fim das restrições à venda de petróleo. Os EUA, por sua vez, defendem o fim dos combates como pré-condição para negociações sobre temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano. A divergência entre as posições dos dois países aumenta o risco de prolongamento do conflito e de novas interrupções no fornecimento global de petróleo.