Diferença entre preços de carne bovina e suína atinge maior patamar em 4 anos
A cotação da carne suína em março de 2026 apresentou queda de 2,8%, atingindo R$ 10,06 o quilo no atacado da Grande São Paulo, enquanto a carne bovina registrou valorização de 2,6%, chegando a R$ 24,32 o quilo. Essa disparidade elevou a diferença entre as proteínas ao maior nível em quatro anos, atingindo R$ 14,26 o quilo em março.
Variação de Preços e Fatores Influenciadores
Em março de 2026, a carne suína comercializada no atacado da Grande São Paulo teve uma desvalorização de 2,8% em relação a fevereiro, fechando em R$ 10,06 o quilo. A queda foi atribuída à baixa liquidez no mercado, tanto para o animal vivo quanto para a carne, devido ao período da Quaresma. Paralelamente, a carne bovina registrou alta de 2,6% entre fevereiro e março, com a carcaça casada bovina negociada a uma média de R$ 24,32 o quilo. Esse avanço nos preços da carne bovina é explicado pela escassez de animais prontos para o abate e pela forte demanda internacional. As exportações de carne bovina in natura mantiveram o ritmo intenso de alta iniciado em 2025 e seguem firmes no primeiro trimestre de 2026. A diferença de preços entre as carcaças bovina e suína alcançou R$ 14,26 o quilo em março, representando um aumento de 6,8% em relação a fevereiro. Este valor é o maior desde abril de 2022, quando o quilo do produto era cotado a R$ 14,66. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).