Silicon Valley acelera corrida por robôs humanoides e IA física com investimentos de US$ 23 bilhões em 2026
Startups, Big Techs e laboratórios de pesquisa intensificam esforços em robótica e IA física, com mais de US$ 23 bilhões levantados até junho. Nvidia lança projeto aberto de robô humanoide, enquanto OpenAI recruta talentos para expandir atuação no setor. Meta, Tesla e Figure AI lideram corrida para integrar IA a corpos robóticos capazes de executar tarefas no mundo real.
Nvidia e OpenAI lideram investimentos em robótica humanoide
A Nvidia anunciou durante o evento GTC Taipei um projeto aberto de robô humanoide destinado a pesquisadores acadêmicos, com previsão de disponibilidade para o final de 2026. O CEO da empresa, Jensen Huang, popularizou o termo 'IA física' para descrever sistemas de inteligência artificial capazes de atuar no mundo físico. Enquanto isso, a OpenAI, sob comando de Sam Altman, declarou a robótica como sua próxima fronteira e iniciou uma campanha de recrutamento de talentos. Altman afirmou em publicação na plataforma X que o foco imediato é desenvolver robôs para apoiar trabalhadores qualificados na construção de infraestrutura, com visão de longo prazo para robôs pessoais capazes de realizar qualquer tarefa demandada pelos usuários.
Figure AI avança com parcerias comerciais e demonstrações práticas
A startup Figure AI, avaliada em US$ 39 bilhões, realizou demonstrações públicas em maio, onde seus robôs humanoides executaram tarefas de triagem de pacotes durante uma semana, atraindo milhões de visualizações. Em junho, a empresa firmou acordo comercial com a Catalyst Brands, controladora de marcas como JCPenney, Aéropostale e Brooks Brothers, para implementar robôs humanoides em sua rede de distribuição e logística. A parceria marca um passo significativo na transição de demonstrações técnicas para aplicações práticas no mercado.
Big Techs e startups disputam liderança no setor
Além da Nvidia e OpenAI, empresas como Meta e Tesla também intensificaram investimentos em robótica humanoide. A competição se estende a startups especializadas, que buscam desenvolver tanto os corpos robóticos quanto os sistemas de IA necessários para navegação e execução de tarefas no ambiente físico. O termo 'IA física' reflete a ambição de criar sistemas autônomos capazes de interagir e modificar o mundo real, superando as limitações dos modelos de IA restritos a ambientes digitais.