Israel e Líbano retomam negociações nos EUA após ataque israelense matar jornalista libanesa
Negociações entre Israel e Líbano ocorrem em Washington nesta quinta-feira (23), um dia após ataque israelense no sul do Líbano matar a jornalista Amal Khalil e ferir uma fotógrafa. O Líbano busca estender o cessar-fogo de dez dias e avançar em pautas como retirada israelense e definição de fronteiras terrestres. Israel, por sua vez, acusa o Hezbollah de ser um 'Estado terrorista' no território libanês.
Contexto das negociações
Uma nova rodada de negociações entre os embaixadores do Líbano e de Israel está marcada para esta quinta-feira (23) em Washington, com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O encontro ocorre após um ataque israelense no sul do Líbano que resultou na morte da jornalista libanesa Amal Khalil, do jornal Al-Akhbar, e deixou ferida uma fotógrafa que a acompanhava. O presidente libanês, Joseph Aoun, instruiu a embaixadora libanesa nos EUA, Nada Moawad, a pedir a extensão do cessar-fogo e o fim das demolições em vilarejos do sul do Líbano.
Demandas e posições
O Líbano condiciona o avanço das negociações à extensão do cessar-fogo, anunciado em 16 de abril pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Entre as principais demandas libanesas estão a retirada israelense de territórios ocupados, a devolução de cidadãos libaneses detidos em Israel e a definição clara da fronteira terrestre. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, classificou o Líbano como um 'Estado falido' e acusou o Hezbollah de construir um 'Estado terrorista' em seu território. Líderes libaneses, como o presidente do Parlamento Nabih Berri, rejeitam negociações diretas com Israel, defendendo mediação indireta.
Histórico do conflito
Israel e Líbano permanecem oficialmente em estado de guerra desde a criação de Israel, em 1948. As tensões recentes se intensificaram com ataques aéreos e terrestres, incluindo a morte de jornalistas e civis. O cessar-fogo de dez dias, mediado pelos EUA, é visto como uma oportunidade para avançar em diálogos, mas as posições divergentes entre as partes indicam desafios significativos para uma solução duradoura.