Guerra no Irã abala mercados globais: moedas emergentes sofrem, dólar se fortalece e petróleo dispara
Conflito entre EUA, Israel e Irã provoca volatilidade cambial e inflacionária em escala global. Moedas de países importadores de petróleo, como Índia e Filipinas, despencam, enquanto o dólar se consolida como refúgio seguro. Preço do petróleo dispara, pressionando economias dependentes de energia importada e elevando projeções de inflação acima de 5% em 2026.
Impacto cambial e econômico global
A eclosão da guerra entre EUA, Israel e Irã no final de fevereiro de 2026 desencadeou uma crise econômica global, com efeitos imediatos nos mercados financeiros. A interrupção do transporte comercial e do fluxo de mercadorias elevou os preços do petróleo, agravando a inflação e gerando instabilidade nos mercados. Investidores buscaram refúgio no dólar americano, tradicionalmente considerado um ativo seguro em períodos de incerteza, o que resultou em uma valorização da moeda norte-americana e desvalorização de moedas de mercados emergentes. Segundo o economista André Perfeito, da consultoria APCE, as flutuações cambiais podem amplificar ou amortecer os efeitos do aumento do petróleo, dependendo de outros fatores econômicos locais.
Moedas mais afetadas: países importadores de energia em crise
Países que dependem fortemente da importação de energia, especialmente petróleo, foram os mais impactados pela crise. Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Egito enfrentaram pressões adicionais devido ao aumento dos custos de combustível e à escassez de divisas. A demanda reduzida por essas moedas, em meio à fuga de investidores para o dólar, resultou em desvalorizações significativas. Além disso, o custo para pagar dívidas emitidas em dólares aumentou, agravando a situação financeira desses países. A combinação desses fatores elevou os preços de produtos básicos, como alimentos, afetando diretamente a população.
Inflação e projeções econômicas: petróleo e dólar ditam o ritmo
O mercado financeiro revisou suas projeções de inflação para 2026, com expectativas de que o índice ultrapasse 5% em diversos países. A alta do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, foi um dos principais fatores para essa revisão. Economias dependentes de importações de energia sofreram os maiores impactos, enquanto moedas como o yuan chinês demonstraram maior resiliência. A volatilidade cambial e a inflação crescente representam desafios adicionais para governos e bancos centrais, que buscam equilibrar políticas monetárias em um cenário de incerteza global.