Falha de Gofar no Pacífico gera terremotos de magnitude 6 a cada seis anos, revela estudo
Pesquisa publicada na revista Science identifica padrão surpreendentemente regular de terremotos de magnitude 6 na Falha de Gofar, no Oceano Pacífico, com intervalos de aproximadamente cinco a seis anos. O estudo, que analisa dados coletados ao longo de 30 anos, aponta que o movimento de 14 centímetros anuais entre as placas tectônicas do Pacífico e de Nazca acumula energia liberada em tremores cíclicos. Barreiras geológicas na região controlam os ciclos de pequenos e grandes terremotos, oferecendo insights para previsões globais.
Localização e características da Falha de Gofar
A Falha de Gofar está situada no meio do Oceano Pacífico, distante da costa do Equador, entre as placas tectônicas do Pacífico e de Nazca. Classificada como uma falha transformante, a região apresenta um deslizamento horizontal entre as placas a uma velocidade de aproximadamente 14 centímetros por ano, equivalente ao crescimento das unhas humanas. Esse movimento contínuo acumula energia tectônica, que é liberada periodicamente em forma de terremotos de magnitude 6.
Padrão regular de terremotos intriga cientistas
O comportamento cíclico dos terremotos na Falha de Gofar, com intervalos de cerca de cinco a seis anos, é considerado incomum pela comunidade científica. Diferentemente de outras falhas tectônicas, onde os tremores ocorrem de forma irregular, a regularidade observada na região levantou questões sobre os mecanismos que controlam esse fenômeno. Pesquisadores utilizaram sismômetros de fundo oceânico para monitorar a atividade sísmica e investigar as causas desse padrão.
Barreiras geológicas e implicações para previsões sísmicas
O estudo revela que barreiras geológicas na Falha de Gofar desempenham um papel crucial na regulação dos ciclos de terremotos. Essas barreiras segmentam a falha, permitindo a ocorrência de pequenos tremores que aliviam parcialmente a tensão acumulada, enquanto os grandes terremotos de magnitude 6 liberam a energia restante. Essa descoberta contribui para o entendimento de outros sistemas de falhas ao redor do mundo e pode aprimorar modelos de previsão de terremotos.