Juiz de Fora lança Disk Racismo para acolhimento e orientação jurídica a vítimas de discriminação
O município de Juiz de Fora (MG) inaugura a ouvidoria popular Disk Racismo JF, um serviço independente que oferece acolhimento, escuta qualificada e orientação jurídica a vítimas de racismo e injúria racial. A iniciativa conta com suporte de psicólogos, assistentes sociais e advogados e atua em parceria com a Defensoria Pública e a Rede Nacional de Bacharéis e Advogados Negros (Renab).
Estrutura e funcionamento do Disk Racismo JF
O Disk Racismo JF foi criado para fornecer suporte humanizado a vítimas de discriminação racial na região. O serviço oferece atendimento presencial e on-line, com equipes especializadas em psicologia, assistência social e advocacia. Os atendimentos presenciais ocorrem no Centro Comercial Solar Palace (rua Halfeld, 525, sala 1.206, Centro), às terças-feiras das 13h às 18h e às sextas-feiras das 8h às 12h. O contato on-line pode ser feito pelo WhatsApp (32) 98509-0700. A coordenadora do projeto, a advogada Carina Dantas, destacou a importância da iniciativa para o acolhimento das vítimas na cidade.
Parcerias e contexto local
A ouvidoria atua em colaboração com a Defensoria Pública e a Renab para ampliar o suporte legal e promover o debate sobre o racismo estrutural. Em Juiz de Fora, há cerca de 37 processos pendentes por crimes de racismo e injúria racial. Em Minas Gerais, o número de casos ultrapassa mil, segundo dados do Painel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Secretária Especial da Igualdade Racial do município anunciou recentemente um plano estratégico de enfrentamento ao racismo na cidade.