Brasileiro foragido há 30 anos é preso no Paraguai após viver com identidade falsa
Marcos Campinha Panissa, condenado por matar a ex-mulher com 72 facadas em 1989, foi capturado no Paraguai após viver sob identidade falsa por mais de 20 anos. Ele foi abordado pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) em San Lorenzo e reconhecido apesar de usar o nome José Carlos Vieira. O caso é um dos mais antigos alertas vermelhos da Interpol sob responsabilidade da Polícia Federal brasileira.
O crime e a fuga
Em agosto de 1989, Marcos Campinha Panissa assassinou sua ex-mulher, Fernanda Estruzani, com 72 facadas em um apartamento em Londrina, Paraná. Na época, o crime foi classificado como homicídio, já que a legislação brasileira ainda não contemplava o feminicídio. Marcos passou por dois júris em liberdade, mas desapareceu antes do terceiro julgamento, em 1995. Em 2008, foi condenado à revelia a 19 anos de prisão, mas nunca cumpriu a pena.
Vida sob identidade falsa no Paraguai
Marcos viveu no Paraguai sob o nome José Carlos Vieira, construindo uma vida aparentemente normal. Casou-se, teve filhos e abriu negócios em San Lorenzo, região próxima à capital Assunção. Sua identidade falsa só foi descoberta após uma abordagem da Senad em 15 de abril de 2026. Segundo relatos, ele ficou paralisado ao ouvir seu nome verdadeiro após décadas.
Operação policial e captura
A captura de Marcos foi resultado de uma operação conjunta entre a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) e a Polícia Federal brasileira. Ele foi abordado ao sair de um estabelecimento comercial em San Lorenzo. O ministro da Senad, Jalil Rachid, descreveu a reação do foragido como de espanto ao ser chamado pelo nome verdadeiro. O caso era um dos alertas vermelhos mais antigos da Interpol sob responsabilidade da PF.