Debate sobre responsabilidade no aprendizado de IA divide líderes e funcionários em 2026
Empresas e colaboradores divergem sobre quem deve arcar com a capacitação em inteligência artificial. Enquanto 80% dos CEOs defendem que funcionários busquem conhecimento por conta própria, a mesma proporção de trabalhadores acredita que as empresas devem oferecer treinamento. A velocidade das mudanças tecnológicas torna modelos tradicionais de capacitação corporativa insuficientes.
Expectativa de aprendizado fora do horário de trabalho
O CEO da Envoy, Larry Gadea, afirmou que os funcionários devem se atualizar sobre IA mesmo fora do expediente. "Todos nós temos que aprender algo novo, mesmo que isso signifique fazê-lo em nosso próprio tempo", declarou Gadea. A empresa, especializada em software para gestão de escritórios, investe em treinamentos internos, mas incentiva a experimentação individual. Reuniões bimestrais com demonstrações de ferramentas de IA desenvolvidas por colaboradores e discussões sobre melhorias em fluxos de trabalho, como preparação automática de históricos para chamadas de vendas, são práticas adotadas para normalizar o uso da tecnologia.
Pesquisa revela divergência de opiniões
Uma pesquisa da consultoria Emergn revelou a disparidade de perspectivas entre líderes e funcionários. Cerca de 80% dos CEOs entrevistados acreditam que os colaboradores devem ser responsáveis por seu próprio aprimoramento em IA. Em contrapartida, uma proporção semelhante de funcionários defende que as empresas devem fornecer treinamento específico. A rápida evolução da tecnologia é apontada como um desafio para os modelos tradicionais de capacitação corporativa.