Israel intensifica ataques ao Líbano: mais de 1 milhão de deslocados e 1.247 mortos
Desde o início de março até 29 de março, ataques israelenses ao Líbano resultaram em pelo menos 1.247 mortos e 3.680 feridos. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas, principalmente do sul do país, Beirute e Vale do Bekaa. Israel também tem demolido casas e anunciado planos de anexar o sul libanês, utilizando a estratégia de "zona tampão" similar às operações em Beit Hanoun e Rafah.
Ataques e Deslocamento Forçado
Os ataques israelenses ao Líbano, iniciados na madrugada de 2 de março, causaram a fuga de milhares de civis, incluindo Abu Mohammed, de 85 anos, que escapou de seu bairro no sul de Beirute com pertences pessoais. Até 29 de março, os ataques resultaram em 1.247 mortos, dos quais 124 são crianças, e 3.680 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde Pública libanês e o Unicef. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas à força, encontrando refúgio em alojamentos improvisados, casas de familiares ou nas ruas. Cerca de 150 mil pessoas estão isoladas no sul do Líbano devido à destruição de pontes por ataques israelenses.
Estratégia de Anexação e Limpeza Étnica
Paralelamente aos bombardeios e ao deslocamento em massa, Israel tem intensificado a demolição de casas em vilarejos próximos à fronteira libanesa e a invasão terrestre no sul do país. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou abertamente a intenção de invadir e anexar o sul do Líbano, com o objetivo de ampliar uma "zona tampão". O ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que a tarefa será realizada "usando o modelo de Beit Hanoun e Rafah", referindo-se à destruição completa dessas áreas.