Coreia do Norte revela memorial com 2,3 mil nomes de soldados mortos na guerra Rússia-Ucrânia
Um memorial recém-inaugurado em Pyongyang, Coreia do Norte, lista 2,3 mil nomes de soldados norte-coreanos mortos na guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo investigação da BBC baseada em imagens de satélite e registros oficiais. O monumento, construído por ordem de Kim Jong Un, reforça a aliança militar entre Pyongyang e Moscou, formalizada em pacto de defesa mútua em 2024. A maioria das tropas teria sido enviada para a região de Kursk, onde a Ucrânia realizou uma incursão surpresa.
Contexto da aliança militar
O memorial foi erguido após a Coreia do Norte e a Rússia firmarem um pacto de defesa mútua em junho de 2024. Especialistas sugerem que o envio de tropas norte-coreanas para a região de Kursk, na Rússia, estaria ligado a esse acordo. Em troca do apoio militar, Pyongyang teria recebido assistência técnica, alimentos e recursos financeiros de Moscou. O líder norte-coreano, Kim Jong Un, já havia prestado homenagens públicas aos soldados mortos, mas o número exato de baixas nunca havia sido divulgado oficialmente até a construção do memorial.
Detalhes do memorial e investigação
Localizado no distrito de Hwasong, em Pyongyang, o memorial foi construído em uma área arborizada a partir de outubro de 2025, conforme análise de imagens de satélite pela BBC. As paredes do monumento exibem os nomes de 2,3 mil soldados norte-coreanos mortos no conflito. A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades russas, incluindo o ministro da Defesa, Andrey Belousov, e o presidente do parlamento, Vyacheslav Volodin. O local tem atraído um 'fluxo interminável de visitantes', incluindo crianças, segundo a agência estatal norte-coreana KCNA.