Petróleo despenca mais de 5% com expectativa de acordo entre EUA e Irã para reabrir Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo Brent e WTI registraram queda superior a 5% nesta segunda-feira (25), atingindo o menor patamar em duas semanas. A queda ocorre em meio a sinais de avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, rota crítica para 20% das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. No entanto, divergências persistem entre as partes.
Detalhes das negociações e impacto no mercado
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no sábado (24) que Washington e Teerã haviam 'negociado amplamente' um entendimento para um acordo de paz, o que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a expectativa de um 'bom acordo', mas alertou que, caso não haja avanços, os EUA adotarão 'outra abordagem'. Em contrapartida, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país está focado no fim da guerra e não em questões nucleares neste momento. Os preços do petróleo reagiram rapidamente às notícias. Por volta das 7h46 (horário de Brasília), o barril do Brent recuava 5,51%, cotado a US$ 94,69, enquanto o WTI caía 5,81%, para US$ 90,99. Analistas, como Warren Patterson, do ING, alertam para a cautela do mercado, lembrando que negociações anteriores fracassaram. Além disso, a normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz ainda pode levar meses, devido aos danos em infraestruturas de petróleo e gás.
Contexto geopolítico e perspectivas
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito global. O conflito entre EUA e Irã, que se intensificou nos últimos meses, levou ao fechamento parcial do estreito, elevando os preços do petróleo e gerando preocupações sobre a segurança energética global. A possível reabertura da passagem, caso o acordo seja concretizado, poderia aliviar a pressão sobre os preços e estabilizar o mercado. No entanto, as divergências entre as partes permanecem significativas. Enquanto os EUA buscam um acordo abrangente, o Irã prioriza o fim imediato das hostilidades. Especialistas destacam que, mesmo com um acordo, a recuperação das instalações danificadas e a retomada plena da produção podem demorar, mantendo o mercado em estado de alerta.