Vivo e Starlink avançam em negociações para oferta de internet via satélite no Brasil
A operadora Vivo e a Starlink estão próximas de um acordo para fornecer conectividade via satélite, incluindo a tecnologia Direct-to-Device (D2D). O serviço visa oferecer comunicação em regiões remotas e situações de emergência onde sinais de 4G ou 5G são inexistentes.
Parceria e Tecnologia Direct-to-Device
As negociações entre a Vivo e a Starlink iniciaram em julho de 2026. O foco da parceria é a implementação do Direct-to-Device (D2D), tecnologia que permite a conexão direta entre smartphones e satélites sem a necessidade de antenas externas. O sistema é compatível com a maioria dos celulares topo de linha recentes e é voltado para mensagens de texto e serviços de emergência. O uso do D2D possui limitações físicas, pois não pode haver obstáculos entre o dispositivo e o satélite para estabelecer a conexão.
Regulamentação e Mercado
Em julho, a Anatel definiu que serviços de comunicação direta entre satélite e dispositivos (D2D) só são permitidos via parceria com provedores de telefonia móvel que possuam direitos de uso de radiofrequências. O projeto faz parte de um sandbox regulatório que exige o envio de resultados à agência. Além da Vivo, as operadoras TIM e Claro também mantêm conversas com a SpaceX e outras operadoras de satélites de baixa órbita para ofertar o D2D no mercado brasileiro. Não há previsão de datas para a liberação do serviço, nem confirmação se haverá custos adicionais ou taxas de roaming.