Morre Sérgio Mamberti, ícone da dramaturgia brasileira e ex-secretário da Cultura
O ator, diretor e gestor cultural Sérgio Mamberti faleceu aos 87 anos, deixando um legado de seis décadas no teatro, cinema e televisão. Conhecido por papéis marcantes como o Dr. Victor em 'Castelo Rá-Tim-Bum', Mamberti também foi militante político e ocupou cargos no Ministério da Cultura, contribuindo para políticas públicas de democratização da arte no Brasil.
Trajetória artística e legado
Nascido em Santos (SP) em 22 de abril de 1939, Sérgio Mamberti iniciou sua carreira no teatro durante a juventude, formando-se em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP). Integrou o Teatro de Arena e militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), destacando-se em peças como 'Antígone América' e 'O Balcão', esta última premiada em 1969. Ao longo dos anos 1970, trabalhou com grandes nomes da dramaturgia, como Beatriz Segall e Paulo José, consolidando-se como um dos pilares do teatro brasileiro. No cinema, participou de clássicos como 'O Bandido da Luz Vermelha', 'Toda Nudez Será Castigada' e 'A Hora da Estrela'.
Atuação política e gestão cultural
Além de sua carreira artística, Mamberti teve papel fundamental na formulação de políticas culturais no Brasil. Membro-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), ocupou cargos no Ministério da Cultura, onde contribuiu para iniciativas de democratização do acesso à arte. Sua atuação como gestor foi marcada pela defesa da cultura como direito fundamental e pela promoção de projetos que aproximaram o público de diferentes expressões artísticas.